Prefeitura de Bonito não é alvo da Operação Auditus; mandados foram cumpridos em endereços de investigados
16:51 14/08/2026

A segunda fase da Operação Auditus foi deflagrada nesta quinta-feira (13) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) para investigar um esquema de fraudes em contratos de serviços médicos da Prefeitura de Nioaque. A ação cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.
Apesar de Bonito estar entre os municípios onde foram cumpridas ordens judiciais, a Prefeitura de Bonito não é alvo da operação. Nenhuma secretaria, departamento ou setor da administração municipal foi alvo de busca ou apreensão.
Em Bonito, as diligências ocorreram em endereços relacionados a pessoas investigadas. A presença do município na relação das cidades onde foram cumpridos mandados não significa que a administração municipal esteja sendo investigada.
Investigação tem como foco contratos de Nioaque
Segundo o MPMS, a investigação aponta fraudes em licitações realizadas pela Prefeitura de Nioaque para a contratação de empresa responsável pela prestação de serviços de especialidades médicas, incluindo consultas, exames e procedimentos.
Após a análise do material apreendido na primeira fase da operação, realizada em julho de 2025, e de novas diligências, os investigadores apontaram a existência de um esquema estruturado envolvendo agentes públicos e privados.
De acordo com a investigação, os gastos de Nioaque com os serviços médicos investigados aumentaram 1.713% entre 2022 e 2025. O levantamento aponta ainda que 83% dos exames e consultas pagos pelo município teriam sido simulados mediante falsificação de documentos.
O prejuízo estimado aos cofres públicos de Nioaque ultrapassa R$ 4 milhões. O MPMS também afirma ter identificado indícios de que o grupo buscava expandir o esquema para outros municípios de Mato Grosso do Sul.
Primeira fase ocorreu em 2025
A primeira fase da Operação Auditus foi deflagrada em 1º de julho de 2025, quando foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão em Nioaque, Bonito e Jardim.
A partir do material recolhido naquela ocasião e de novas diligências, o MPMS afirma ter reunido novos elementos sobre o funcionamento do esquema e dado continuidade às investigações.
O nome “Auditus”, que significa “audição” em latim, faz referência ao início da investigação, que envolvia a suspeita de simulação de exames auditivos, como o teste da orelhinha. Posteriormente, a apuração teria identificado suspeitas envolvendo outros exames, consultas e procedimentos médicos.




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